terça-feira, 4 de junho de 2019

Bolsonaro recebe credenciais de embaixadores

O presidente Jair Bolsonaro recebeu, hoje (4), as credenciais de oito novos embaixadores no Brasil, entre elas a da venezuelana María Teresa Belandria Expósito, que não representa o governo do presidente eleito, Nicolás Maduro, e sim do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó.
Guaidó, que também é presidente da Assembleia Nacional, é reconhecido pelo governo brasileiro como presidente legítimo do país vizinho.
Durante a cerimônia, no Palácio do Planaltro, Bolsonaro recebeu os documentos e conversou rapidamente com cada um dos diplomatas, ao lado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.
A partir de agora, estão habilitados a despachar no Brasil, além de María Teresa, os embaixadores do México, Ignácio Piña Rojas; da Colômbia, Dario Alonso Montoya Mejía; do Paraguai, Bernardino Hugo Saguier Caballero; da Arábia Saudita, Ali Abdullah Bahitham; do Peru, Javier Raúl Martin Yépez Verdeguer; da Guiné, Kabinet Konde; e da Indonésia, Edi Yusup.
Tradicionalmente, um embaixador assume o posto depois de entregar documentos enviados pelos presidentes de seus países ao governo do país onde atuará. A apresentação das cartas credenciais ao presidente da República é uma formalidade que aumenta as prerrogativas de atuação do diplomata no Brasil. Caso a credencial não seja recebida pelo presidente, o embaixador não pode representar o seu país em audiências ou solenidades oficiais no Brasil.

Operação Lava Jato denuncia Jucá e Sergio Machado por corrupção

A força-tarefa Lava Jato, do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR), denunciou o ex-senador Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, por suposto envolvimento em esquema de corrupção na empresa subsidiária da Petrobras e responsável pelo transporte e logística de combustíveis.
Segundo os procuradores da força-tarefa, Jucá recebeu, em 2010, pelo menos R$ 1 milhão em propina paga pela Galvão Engenharia por contratos assinados irregularmente com a Transpetro. O valor citado não está corrigido.
Na denúncia, os procuradores narram que a prestadora de serviços de engenharia e construção pagou, em propina, o equivalente a 5% do total que receberia com a assinatura de quatro novos contratos, mais a prorrogação de sete acordos celebrados anteriormente. O suposto esquema também garantiria que a Galvão Engenharia continuasse recebendo convites para participar das licitações da estatal.
Os procuradores afirmam que, graças aos acordos de colaboração que Sérgio Machado e executivos da Galvão Engenharia assinaram, há provas de que 5% do valor de cada contrato assinado com a Transpetro eram pagos, na forma de propina, a integrantes do MDB que compunham o núcleo de sustentação de Sérgio Machado no cargo de presidente da Transpetro. Indicado e mantido no cargo por Romero Jucá e outros integrantes do MDB, Machado tinha, segundo os procuradores da força-tarefa Lava Jato, a função de arrecadar propinas para seus padrinhos políticos.
Segundo os procuradores, o dinheiro do suborno era “lavado” por meio de doação oficial para campanha eleitoral. “O repasse da vantagem indevida por meio de doação oficial para o Diretório Estadual do MDB em Roraima foi dissimulado para ocultar sua verdadeira finalidade e para dificultar a identificação do beneficiário final e sua origem ilícita”, afirmam os 14 procuradores que assinam a denúncia apresentada.
“Após aportarem no diretório estadual [do MDB], os valores oriundos dos crimes antecedentes, sob disponibilidade de Romero Jucá, foram direcionados a campanhas do próprio denunciado ao senado federal, bem como para as campanhas de Rodrigo Jucá e Maria Teresa Saenz Jucá, [respectivamente] filho e ex-esposa do então parlamentar, candidatos, à época, a deputado estadual e deputada federal”, acrescentam os procuradores.
Advogado de Jucá, Antônio Carlos de Almeida Castro afirma, em nota, que o objetivo da denúncia apresentada pela força-tarefa é “criminalizar a política”. Segundo o advogado, faltou “cuidado técnico” por parte dos procuradores. “O Ministério Público Federal tem a ousadia de apresentar o senhor Sérgio Machado como sendo uma pessoa que falava em nome do ex-Senador Jucá. Ora, Machado já deu provas de que sua palavra não tem nenhuma credibilidade”, sustenta Castro, lembrando que a própria Polícia Federal (PF) já indicou que o ex-presidente da Transpetro não merece os benefícios recebidos pela delação premiada que assinou.
“Acreditar, a esta altura, que Machado falava em nome do ex-senador só pode ser imputado a esta sanha punitiva que tem desmoralizado o trabalho da Operação Lava Jato nos últimos tempos. Afirmar que a contrapartida para a corrupção foi a indicação deste senhor para o cargo de presidente da Transpetro é, mais uma vez, a clara tentativa de criminalizar a política”, acrescenta o advogado, ponderando que a denúncia, baseada em raciocínio que, segundo ele, “não é verdadeiro”, deveria ser apresentada à Justiça Eleitoral, conforme já decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por se tratar de acusações referentes a doações de campanha. “A Defesa se reserva o direito de fazer os questionamentos técnicos no processo reiterando a absoluta confiança no Poder Judiciário e lamentando, mais uma vez, a ânsia abusiva de poder por parte do Ministério Público”.
A defesa de Sérgio Machado entende que a denúncia apresentada pelo MPF corrobora o acordo de colaboração assinado por seu cliente e que, portanto, já era aguardada. Advogado de Machado, Antonio Sérgio Pitombo não fez comentários da defesa de Jucá a respeito do teor da delação do ex-presidente da Transpetro. A reportagem não conseguiu contatar representantes do diretório do MDB em Roraima. O diretório nacional do partido não se pronunciou sobre a denúncia.

IPC-S recua nas sete capitais pesquisadas pela FGV em maio

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou nas sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na passagem de abril para maio deste ano. De acordo com os dados divulgados hoje (4), a maior queda foi observada em Salvador: 0,71 ponto percentual, já que a taxa de inflação caiu de 1,08% em abril para 0,37% em maio.
Em seguida, aparecem as cidades de Porto Alegre (0,59 ponto percentual, ao passar de 0,89% para 0,3%), Rio de Janeiro (-0,58 ponto percentual, ao passar de 0,57% para 0,01%) e Brasília (0,45 ponto percentual, ao passar de 0,7% para 0,45%).
As outras cidades tiveram as seguintes quedas nas taxas de inflação: Recife (0,32 ponto percentual, ao passar de 0,64% para 0,32%), São Paulo (0,18 ponto percentual, ao passar de 0,42% para 0,24%) e Belo Horizonte (0,04 ponto percentual, ao passar de 0,26% para 0,22%).
A média nacional do IPC-S, divulgada ontem (3), recuou 0,41 ponto percentual, ao passar de 0,63% em abril para 0,22% em maio.

Bolsonaro parabeniza parlamentares por aprovação da MP 871

O presidente Jair Bolsonaro publicou, por volta das 22h40 de hoje (3), uma mensagem no Twitter dando parabéns aos parlamentares que se empenharam pela aprovação da Medida Provisória (MP) 871, que visa a combater as fraudes no sistema previdenciário. 
Em sua mensagem, Bolsonaro diz que a aprovação da MP, que segue agora para sanção do presidente, “gerará ao país economia de 100 bilhões em 10 anos”. Ele agradeceu, em especial, ao relator da MP na Câmara, o deputado federal Paulo Martins (PSC-PR).
MP 871 APROVADA! Parabéns a todos os parlamentares que se empenharam na aprovação da Medida Provisória que combate fraudes no INSS e que gerará ao país economia de 100 bilhões em 10 anos, em especial o dep @PauloMartins10-PR, relator da proposta. O Brasil avança mais uma vez! 🇧🇷
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A MP 871 foi aprovada na noite desta segunda-feira no Senado, último dia antes de perder sua validade. O texto aprovado estabelece um programa de revisão dos benefícios com indícios de irregularidades e autoriza o pagamento de um bônus para os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para cada processo analisado fora do horário de trabalho. 

A proposta também exige um cadastro para o trabalhador rural feito pelo governo, e não mais pelos sindicatos, como é feito hoje e restringe o pagamento de auxílio-reclusão apenas aos casos de pena em regime fechado. O texto prevê ainda que o INSS terá acesso a dados da Receita Federal, do Sistema Único de Saúde (SUS) e das movimentações do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O acesso aos dados médicos pode ainda incluir entidades privadas por meio de convênio. 

Produção industrial cresce 0,3% de março para abril

A produção industrial brasileira teve alta de 0,3% na passagem de março para abril deste ano. O crescimento veio depois de uma queda de 1,4% na passagem de fevereiro para março. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje (4).
De acordo com a pesquisa, em abril, no entanto, houve quedas nos outros quatro tipos de comparação: -3,9% na comparação com abril de 2018, -0,1% na média móvel trimestral, -2,7% no acumulado do ano e de -1,1% no acumulado de 12 meses.
Na passagem de março para abril, houve alta em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para os bens de consumo duráveis (3,4%). Também tiveram crescimento os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (2,9%), e os bens de consumo semi e não duráveis (2,6%).
Por outro lado, os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo, caíram 1,4% de março para abril.
Entre as 26 atividades industriais pesquisadas, 20 tiveram alta na produção, com destaque para veículos automotores, reboques e carrocerias (7,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), outros produtos químicos (5,2%) e produtos alimentícios (1,5%), todos revertendo as quedas registradas em março.
Das seis atividades em queda, o destaque foi para as indústrias extrativas, que recuaram 9,7%, registrando o quarto resultado negativo do setor e acumulando perda de 25,7% no período.

Relator analisará 227 emendas à reforma da Previdência; 50 foram devolvidas

Das 277 emendas à proposta do Executivo para reforma da Previdência (PEC 6/19), 49 foram devolvidas por falta de assinaturas e 1 acabou encaminhada ao autor por se referir a outro projeto em tramitação na Câmara dos Deputados. Assim, caberá ao relator na comissão especial, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), analisar 227 sugestões. Ele espera concluir o parecer até o dia 15, mas poderá antecipá-lo.
Para apresentar emendas, cada autor precisava coletar pelo menos 171 assinaturas de deputados. Se não passar na comissão especial, qualquer uma ainda poderá ser analisada pelo Plenário.
Levantamento a partir do Sistema de Informações Legislativas (Sileg) mostrou que a maior parte das emendas trata das regras de transição. Muitas são amplas, com vários temas; mas também há aquelas que tratam de itens específicos, a fim de ser objeto de discussão e negociação. As bancadas do PDT e do PL fizeram emendas substitutivas globais – na prática, textos novos.
MudançasA Proposta de Emenda à Constituição 6/19 pretende alterar o sistema de Previdência Social para os trabalhadores do setor privado e para os servidores públicos de todos os Poderes e de todos os entes federados (União, estados e municípios). A idade mínima para a aposentaria será de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres. Há regras de transição para os atuais contribuintes.
O texto retira da Constituição vários dispositivos que tratam da Previdência Social, transferindo a regulamentação para lei complementar. O objetivo, segundo o governo, é conter a diferença entre o que é arrecadado pelo sistema e o montante usado para pagar os benefícios. Em 2018, o déficit previdenciário total – setores privado e público mais militares – foi de R$ 264,4 bilhões.

Planalto: projeto de lei que muda CNH deve ser apresentado nesta terça

O presidente Jair Bolsonaro deve enviar nesta terça-feira (4) um projeto de lei que altera o Código Brasileiro de Trânsito para ampliar de cinco para 10 anos a validade da carteira nacional de habilitação (CNH), além de dobrar dos atuais 20 para 40 o limite de pontos para a suspensão do documento. O próprio presidente usou as redes sociais para confirmar o envio da proposta. O governo descartou a ideia inicial de promover as mudanças por meio de medida provisória. 
"O presidente havia conversado com o deputado Rodrigo Maia [presidente da Câmara] sobre a vialibidade de apresentação de uma medida provisória ou um projeto de lei. O presidente da Câmara entendeu ser mais importante, para uma discussão mais plena, que fosse elevado um projeto de lei. Provavelmente nesta terça seja endereçada à Câmara essa proposta", disse o porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros. 

MP 871

O presidente, segundo Palácio do Planalto, se envolveu pessoalmente nos últimos dias para garantir a presença de senadores na votação de duas medidas provisórias, as MPs 871 e 872, cujo prazo de vigência termina nesta segunda-feira e, caso não sejam votadas e aprovadas, elas perdem a validade.  A principal delas, a MP 871, cria um programa de revisão de benefícios e a exigência de um cadastro de trabalhadores rurais no âmbito do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). O objetivo é combater fraudes e irregularidades na concessão de benefícios previdenciários. 
"O presidente vem, desde o final de semana, envolvendo-se pessoalmente ou por meio dos interlocutores diretos, que são seus líderes, para o convencimento, em especial dos senadores, de estarem presente, confirmarem o quórum", disse Rêgo Barros. Segundo ele, a medida deve gerar uma economia de R$ 100 bilhões aos cofres públicos pelos próximos 10 anos e faz parte dos esforços do governo pela reforma no sistema previdenciário do país. 
A outra é a MP 872/2019, que prorroga o prazo para pagamento de gratificação a servidores cedidos para a Advocacia-Geral da União (AGU) e altera a regra de critérios para a contratação e promoção de bombeiros militares do Distrito Federal.

MP que combate fraudes previdenciárias é aprovada no Senado

O Senado aprovou, na noite de hoje (3), a Medida Provisória (MP) 871/2019, que visa a combater as fraudes no sistema previdenciário. A MP foi aprovada no último dia antes de perder sua validade e segue para sanção presidencial. Em uma segunda-feira, dia atípico para votações em plenário, 68 senadores registraram presença. Destes, 55 votaram a favor da MP e 12 contra. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não registrou voto.
O texto aprovado nesta segunda-feira estabelece um programa de revisão dos benefícios com indícios de irregularidades e autoriza o pagamento de um bônus para os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para cada processo analisado fora do horário de trabalho. A proposta também exige um cadastro para o trabalhador rural feito pelo governo, e não mais pelos sindicatos, como é feito hoje e restringe o pagamento de auxílio-reclusão apenas aos casos de pena em regime fechado.
O texto prevê ainda que o INSS terá acesso a dados da Receita Federal, do Sistema Único de Saúde (SUS) e das movimentações do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O acesso aos dados médicos pode ainda incluir entidades privadas por meio de convênio. O governo avalia que a medida vai economizar R$ 10 bilhões por ano. No alvo, estão indícios de irregularidades em auxílios-doença, aposentadorias por invalidez e Benefícios de Prestação Continuada (BPC).
Caso haja algum indício de irregularidade, o beneficiário terá 30 dias para apresentar defesa, sendo 60 dias para o trabalhador rural, para o agricultor familiar e para o segurado especial. Se não apresentar a defesa no prazo ou ela for considerada insuficiente, o benefício será suspenso, cabendo recurso em até 30 dias.

Acordo para votação

O bloco de oposição do Senado, composto por Rede, Cidadania, PDT e PSB, fez um acordo com o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), para registrar quórum e não obstruir a votação da MP. O acordo foi alinhavado em reunião, na tarde de hoje. Participaram da reunião senadores da oposição, além de Bezerra e do secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho.
Os senadores da oposição se mostraram insatisfeitos com o prazo considerado curto para que os trabalhadores rurais e pescadores se cadastrem junto ao Ministério da Economia e validem o tempo de serviço. Para viabilizar a votação, eles, conseguiram um compromisso do governo para alterar os prazos para cadastramento no texto da reforma da Previdência.
Com o acordo, o governo incluirá na reforma um dispositivo que aumenta o prazo para cadastramento dos trabalhadores rurais e pescadores, caso pelo menos 50% desses trabalhadores não se cadastrem em um prazo de cinco anos.
“Acertamos, os senadores da oposição, a contribuir com o quórum e sem pedido de verificação. Se ao longo de 5 anos não for viabilizado o cadastramento de pelo menos 50% dos trabalhadores rurais e pescadores do país, o prazo será renovado até um prazo exequível a ser atingido”, disse o líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Em sua fala no plenário, Fernando Bezerra garantiu o cumprimento do acordo por parte do governo. “Quero garantir o acordo, que foi apreciado pelo deputado Samuel Moreira [PSDB-SP], relator da reforma na Comissão Especial. E ele acordou com o conceito da proposta de criarmos um gatilho. O governo teve abertura para negociar, flexibilizar e atender muitas as preocupações colocadas”.

Quórum mínimo

O quórum mínimo para garantir a votação, de 41 senadores, foi atingido após as 17h, horário previsto por Bezerra para que isso ocorresse. Apesar dos oposicionistas selarem o acordo, ainda persistiam senadores contrários à MP como chegou da Câmara. 
Alguns senadores se queixaram do trecho que tira os sindicatos do processo de cadastramento previdenciário de trabalhadores rurais. Para eles, a exclusão dos sindicatos no processo dificulta que os trabalhadores rurais façam o cadastro, uma vez que precisam se deslocar, muitas vezes de localidades afastadas, para postos do INSS. “Estamos colocando sindicatos como se fossem organizações criminosas. E isso não é verdade”, disse Eliziane Gama (Cidadania-MA).
Durante as falas, senadores de vários partidos trouxeram à tona novamente a insatisfação com a Câmara dos Deputados, por entregarem ao Senado uma MP às vésperas do vencimento. Vários senadores afirmaram que não são “carimbadores” das decisões vindas da Câmara e criticaram o pouco tempo para apreciação dessa e de outras medidas provisórias.

México define limite sobre asilo antes de negociações com os EUA

O México anunciou que rejeitará a ideia de abrigar todos os refugiados da América Central, caso ela seja proposta pelos Estados Unidos em conversas nesta semana com o governo de Donald Trump, que tem ameaçado impor tarifas ao país vizinho caso os mexicanos não reprimam a imigração ilegal.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na semana passada que vai impor tarifas a produtos mexicanos a partir de 10 de junho, numa tentativa de pressionar o México a lidar com o grande fluxo de migrantes que atravessam o país rumo aos EUA.
A ameaça agitou os mercados globais, que já estão abalados pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. O preço do petróleo caiu nesta segunda-feira depois que as disputas comerciais entre os dois países agravaram as preocupações com o enfraquecimento da demanda petrolífera global.
O ministro das Relações Exteriores mexicano, Marcelo Ebrard, disse que o país está comprometido em trabalhar para impedir que imigrantes da América Central alcancem a fronteira com os EUA.
Ele acrescentou, porém, não aceitar uma proposta mais radical cogitada por algumas autoridades norte-americanas, de designar o México como um "terceiro país seguro", o que forçaria os refugiados que buscam asilo nos EUA a fazerem o pedido ainda em território mexicano.
"Um acordo sobre um terceiro país seguro não é aceitável para o México", disse Ebrard a jornalistas em Washington. "Eles ainda não me fizeram a proposta. Mas isso não seria aceitável, e eles sabem disso", disse.
Ebrard vai se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Mile Pompeo, durante as negociações, que devem envolver ainda outras autoridades de alto nível.

Países debatem realização de nova eleição na Venezuela

Países que apoiam o líder das forças antigoverno na Venezuela, Juan Guaidó, e aqueles que adotam uma posição neutra em relação ao conflito político concordaram sobre a necessidade de promover nova eleição presidencial.
Na Venezuela, confrontos continuam entre o presidente Nicolás Maduro e Guaidó, que se autodeclarou presidente interino. Maduro é apoiado pela Rússia e China, enquanto os Estados Unidos (EUA) apoiam Guaidó.
Chanceleres do Canadá, Chile e Peru, que também apoiam Guaidó, se reuniram com os representantes de Portugal e Uruguai, que adotam uma postura mais neutra, bem como representantes de alto escalão da União Europeia.
O encontro foi realizado a portas fechadas, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York nessa segunda-feira, para debater formas de resolver a crise.
O chanceler peruano, Néstor Popolizio, disse a jornalistas, após a reunião, que os participantes concordaram em cooperar para promover uma eleição livre e justa na Venezuela.
Maduro deu sinais de que não tem planos para uma nova eleição, ressaltando que foi reeleito de maneira legítima no ano passado.

Lesão tira Fabiana da Copa do Mundo da França; Poliana é convocada

A lateral-direita Fabiana foi cortada da seleção feminina por causa de uma lesão muscular na coxa da perna direita. Imediatamente, o treinador Vadão (Oswaldo Fumeiro Alvarez) convocou a jogadora Poliana, atleta do São José, clube de São Paulo, que deverá se apresentar em Grenoble, na França.
No treino de domingo (2), em Portimão, cidade do litoral Sul de Portugal, onde a seleção faz a preparação para a Copa do Mundo, Fabiana disse ao departamento médico da seleção que sentiu dor na região posterior da coxa direita. Submetida a um exame de imagem, a jogadora foi diagnosticada com uma lesão do músculo semitendinoso, classificação grau 1, e sem tempo de recuperação para jogar a Copa do Mundo da França.
Marta melhora
Depois de 11 dias de tratamento na fisioterapia, a atacante Marta realizou, nessa segunda-feira (3), exame de imagem para verificar a evolução da cicatrização da lesão na coxa esquerda. A recuperação foi considerada bom pelo departamento médico.
Essa melhora permite que a atleta possa iniciar o processo de transição para o campo, mantendo o trabalho fisioterápico e os exercícios de fortalecimento muscular.
A seleção brasileira feminina estreia na Copa do Mundo da França, enfrentando a seleção da Jamaica, no próximo domingo, dia 9, às 10h30, na cidade de Grenoble.
O jogo de abertura da competição está marcado para sexta-feira, dia 7, às 16h, entre seleção francesa e as sul-coreanas, no Parque dos Príncipes, em Paris.

Imperatriz Leopoldinense mantida no grupo especial do carnaval do Rio

Pelo terceiro ano seguido, o resultado do carnaval do grupo especial das Escolas de Samba do Rio de Janeiro foi alterado por uma virada de mesa.
Em reunião realizada ontem (3), na Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), os presidentes das agremiações decidiram manter no grupo especial a Imperatriz Leopoldinense, que foi a penúltima colocada na disputa deste ano e deveria ser rebaixada para desfilar no grupo de acesso em 2020.
O encontro deveria discutir apenas as contas do carnaval deste ano e o orçamento para 2020, mas a questão da mudança do resultado foi colocada em pauta e a virada de mesa acabou se concretizando mais uma vez, com oito votos favoráveis e cinco contrários.
Concordaram com a mudança de resultado a São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Estácio de Sá, Grande Rio, União da Ilha, Salgueiro, Mocidade e Unidos da Tijuca. Foram contra a Beija-Flor, Viradouro, Vila Isabel, Mangueira e Portela.

Rebaixamento mantido

A Império Serrano, última colocada no carnaval deste ano e que teve o rebaixamento mantido, e a Imperatriz Leopoldinense, beneficiada pela decisão, não tiveram direito a voto.
A justificativa dada pelas escolas favoráveis à virada de mesa foi que manter 14 agremiações no Grupo Especial vai engrandecer artisticamente o espetáculo. Entretanto, esta decisão pode trazer consequências graves para a organização dos desfiles do ano que vem.
É que a Liesa acabou descumprindo Termo de Ajustamento de Conduta assinado no ano passado com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, que previa multa de R$ 750 mil em caso de nova alteração do resultado do carnaval, além de possíveis consequências judiciais para os dirigentes.
A situação levou à renúncia do presidente da Liesa, Jorge Castanheira, que foi contra a manobra para alteração do resultado e anunciou que deixaria o cargo durante a reunião.

Reuniões e protestos marcam 2º dia de visita de Trump ao Reino Unido

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, cumpre nesta terça-feira (4) a agenda do segundo dia de visita oficial ao Reino Unido. Após alguns comentários que marcaram as primeiras horas em Londres, como as críticas ao mayor (prefeito) Sadiq Khan, Trump prepara-se para reunião com a ex-primeira ministra Theresa May. Na agenda estão temas como um possível acordo comercial transatlântico, as alterações climáticas e a Huawei.
Hoje, o presidente norte-americano e a primeira-ministra tomaram café da manhã, acompanhados de Ivanka Trump, o duque de York e dirigentes de algumas empresas, numa tentativa de reforçar os laços comerciais entre os dois países.
Donald Trump visita, em seguida, Downing Street, a residência oficial de Theresa May. É esperada uma entrevista coletiva após o encontro.
À noite, será oferecido um jantar na residência do embaixador, com a presença da rainha Elizabeth, do príncipe Charles e sua mulher, Camila.

Temas

Será discutida a possibilidade de um acordo comercial entre os Estados Unidos e o Reino Unido, no contexto do brexit. "Eles querem manter relações comerciais com os Estados Unidos, e acho que há oportunidade para um acordo comercial muito grande", disse Trump, destacando a amizade entre os países.
Outro tema é a situação da Huawei, já que, recentemente, os Estados Unidos colocaram a gigante tecnológica chinesa na "lista negra". Por outro lado, o Reino Unido disse que poderia permitir componentes da Huawei para a rede 5G.
Além disso, espera-se que May e Trump discutam a questão das alterações climáticas, um tema sensível, visto que o Reino Unido afirmou estar "desiludido com a decisão dos Estados Unidos de retirar-se do Acordo de Paris em 2017".
Por último, May deverá tratar do Irã. Os EUA lançaram recentemente sanções económicas contra o país.
As discussões ocorrem no momento em que Trump pretende conseguir outro mandato e já anunciou a candidatura às eleições de 2020, enquanto May anunciou na semana passada a sua demissão, que acontece sexta-feira (8).

Protestos

Estão previstos vários protestos em diferentes cidades britânicas, incluindo uma "demonstração nacional" em Trafalgar Square.
O líder dos trabalhistas, Jeremy Corbyn, estará presente na manifestação em Londres. Corbyn boicotou nessa segunda-feira o banquete com Trump.
Os manifestantes querem se manifestar contra as ideias defendidas pelo presidente norte-americano: "Todas as pessoas que representam diferentes setores hoje vêm juntas para mostrar oposição – não só à pessoa, mas às ideias e ao tipo de visão do mundo que ele [Trump} propõe", disse Alex Kenny, um manifestante citado pela BBC.

Político do partido de Merkel é encontrado morto na Alemanha

Um político da União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler federal alemã, Angela Merkel, foi encontrado morto no terraço de sua casa em Wolfhagen, no centro-oeste da Alemanha, afirmou a polícia. O caso está sendo investigado como homicídio.
Walter Lübcke, de 65 anos, foi encontrado no terraço por um familiar. Apesar de tentativas de reanimação, ele não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo o promotor, Horst Streiff, a autópsia confirmou que Lübcke morreu com um tiro na cabeça, disparado a curta distância. A hipótese de suicídio teria sido descartada, e uma investigação de homicídio foi aberta.
"Não há ainda indícios sobre suspeito ou motivo", afirmou a chefe da polícia criminal do estado de Hessen, Sabine Thurau. "Estamos investigando em todas as direções", acrescentou.
Membro de longa data da CDU, Lübcke era o encarregado da região administrativa de Kassel, uma subdivisão do governo estadual de Hessen, há dez anos. Em 2015, ele chegou a receber ameaças de morte depois de defender refugiados.
O político apoiou, na época, a abertura de um abrigo para requerentes de asilo planejado na cidade de Lohfelden. Diante de vaias, ele respondeu que determinados valores precisavam ser defendidos e que todo alemão tinha liberdade para deixar o país se não concordasse com esses valores.
Thurau, afirmou, no entanto, que não há, no momento, uma ligação entre as ameaças de morte e o crime. Não foram dados detalhes sobre a arma usada ou se houve testemunhas. "Essa primeira fase é decisiva para o sucesso da investigação. Não queremos que especulações coloquem em risco a investigação", disse.

Classes A e B reúnem 82% dos frequentadores de museus, diz pesquisa

Pesquisa do instituto Oi Futuro, da empresa de telecomunicações do mesmo nome, e da consultoria Consumoteca aponta que 82% dos frequentadores de museus brasileiros integram as classes A e B, ou seja, pertencem a famílias que ganham mais de R$ 9.980 mensais. 
A maioria das pessoas que disseram que não frequentam museus pertence às classes C (53%), ou seja, integra famílias cujo rendimento médio mensal está entre R$ 4.990 e R$ 9.980. Outros 43% dos não frequentadores são da classe B e tem um rendimento familiar de R$ 9.980 a 19.960 ao mês.
A pesquisa ouviu 600 homens e mulheres de todas as regiões do país. Não foram ouvidas pessoas das classes D e E, ou seja, cujas famílias ganham menos de R$ 4.990 mensais. Metade dos entrevistados frequenta museus pelo menos uma vez ao ano. A outra metade os visita a cada dois anos, podendo ser classificada como não frequentadora habitual.
A partir das respostas obtidas, os pesquisadores identificaram que quem costuma visitar museus mais de uma vez ao ano o faz por se sentir envolvido pelas histórias contadas por meio das exposições. Esse grupo afirma estar a par das constantes mudanças de programação das instituições museológicas.
Já os não frequentadores, na maioria das vezes, afirmam não ter conhecimento de que, além de acervos permanentes, os museus costumam abrigar exposições temporárias ou mostras temáticas que dinamizam a programação. Em parte por este desconhecimento, tendem a considerar os equipamentos monótonos, sem novidades, e a pensar que, uma vez visitados, não há motivos para voltar.
Para os coordenadores da pesquisa, a percepção de 52% dos entrevistados de que museus são locais monótonos (contra apenas 20% que os consideram lugares divertidos) pode ser explicada, em parte, pelo fato de que a maioria dos brasileiros tem o primeiro contato com estes equipamentos ao participar de visitas escolares, principalmente a museus de História.
“A escola tem um papel fundamental para aproximar os estudantes dos museus”, afirmou a museóloga Bruna Cruz, coordenadora da pesquisa, destacando que 55% dos entrevistados responderam que a primeira vez que estiveram em um museu estavam participando de uma atividade escolar.
“Vários entrevistados disseram que, após crescer e deixar a escola, não voltaram a visitar um museu. Vários fatores contribuem para isso, mas a escolarização da experiência de visitar um museu contribui porque reforça a percepção de que eles são espaços elitistas”, explicou a museóloga. Ela destaca ainda que 81% dos entrevistados consideram que museus são prédios históricos, de arquitetura clássica, destinados a oferecer conhecimento sobre determinado assunto (65%) e preservar e comunicar a história de seu próprio acervo (46%). “Os próprios prédios de alguns museus costumam intimidar algumas pessoas. Outra questão decorrente da escolarização é que as visitas dificilmente se repetem.”

Renovação

“Os museus que pensam programações familiares estão pensando no futuro. Assim como os que levam em conta a questão da acessibilidade e da compreensão”, acrescenta a museóloga Bruna Cruz. De acordo com a pesquisa, quase a metade (49%) dos não frequentadores mencionou o fato de não entender o que veem, principalmente em se tratando de exposições de artes plásticas.
“Mais de 90% dos entrevistados declararam que os programas educativos aumentam a vontade de visitar um museu. Em termos da linguagem, as melhores experiências se dão nos museus que estão partindo para promover uma maior participação do público, facilitando a compreensão [do conteúdo exposto]”, disse Bruna, assegurando que até entre frequentadores com ensino superior há quem se queixe da linguagem hermética com que muitas obras costumam ser apresentadas.
“É uma barreira. Da mesma forma que a questão da acessibilidade para as pessoas com qualquer deficiência. No circuito museográfico, a linguagem e a acessibilidade precisam ser levadas em conta o tempo todo, pois o público vem exigindo isso e quando operamos com o modelo universal[para todas as pessoas], temos resultado mais satisfatórios”, ponderou Bruna.
“O ideal é que, além de continuar recebendo grupos no museu, tentemos `desescolarizar´ a experiência da visita e, simultaneamente, trabalhemos programas extramuros indo até as escolas e fazendo ações que demonstrem aos estudantes que eles também produzem conhecimento e que este é importante para a sociedade”, concluiu a coordenadora.

Concorrência

Dos entrevistados, 58% consideram que os museus ainda são locais elitizados e pouco visitados. Perguntados sobre o que gostam de ver nos museus, 52% responderam artefatos antigos, esqueletos e ossadas. Em seguida vieram os quadros e pinturas (46%); esculturas (28%); instalações artísticas (23%); fotografia (17%); videoarte (10%) e performances ao vivo (8%).
Entre os frequentadores, 57% disseram que o preço acessível é uma motivação na hora de escolher o que fazer em momentos de lazer. Destes, 77% preferem passar parte do tempo livre no cinema; 64% em restaurantes e 63% em parques. Os museus são a preferência de 49% dos que disseram visitá-los regularmente. Já os entrevistados que não frequentam museus preferem sair para a casa de amigos (61%); shopping (48%) e cinema (47%). Para estes, o fato de um lugar ser apropriado para se fazer um programa com toda a família é fundamental na hora de escolher uma atividade de lazer.

Ibram

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), há, hoje, 3.793 museus em funcionamento. Em maio, o instituto celebrou a 17ª Semana Nacional de Museus com uma programação nacional. Com o tema `Museus como Núcleos Culturais: o Futuro das Tradições´, o órgão incentivou o debate sobre a realização e o desenvolvimento de projetos e atividades de curta, média e longa duração que considerem os museus como núcleos ou centros culturais. Mais de 1.1 mil instituições culturais programaram 3.222 eventos culturais, como mostras, oficinas, visitas guiadas, debates e apresentações musicais, nas cinco regiões do país.